terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

L.E.R. = Lesão por Esforço Repetitivo

Olá galera, pedimos desculpas pela demora, mas depois de tirar a poeira do Blog, estamos de volta com o 5º episódio do quadro "Mico Educativo". Esperamos que vocês gostem.

Clique em: L.E.R. para ser redirecionado ao vídeo. 

Também estamos disponibilizando dois vídeos que encontramos e achamos bem interessantes sobre L.E.R., sendo um com uma médica do trabalho e outro por um fisioterapeuta. 





Não esqueçam de dar uma passadinha pela nossa FANPAGE :D

Até a próxima 
;)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Escala de Coma de Glasgow



Para que serve exatamente? Como se utiliza? Quais os parâmetros?

Pois bem, nós vamos explicar..



Ela serve para avaliar o nível de consciência de um paciente e da resposta ao ambiente. Essa escala permite ao examinador classificar objetivamente as três principais respostas do paciente ao ambiente: abertura dos olhos, verbalização e movimento. Em cada categoria, a melhor resposta recebe uma nota. O escore total máximo para uma pessoa totalmente desperta é de 15. Um escore mínimo de 3 indica um paciente completamente não responsivo. Um escore geral de 8 ou menor está associado ao coma. 



Essa escala não é útil como um guia de avaliação de pacientes em comas prolongados, ou durante recuperação prolongada de lesão encefálica grave.



Para maiores informações, leia a tabela abaixo: 



   
Escala de Coma de Glasgow                                      

Escore
•Melhor Resposta de Abertura dos Olhos•

Espontânea
4
Ao estímulo verbal
3
 Ao estímulo doloroso
2
Ausente
1
•Melhor Resposta Verbal•

Consciente e orientado
5
Confuso
4
 Palavras desconexas
3
Sons
2
Ausente
1
•Melhor Resposta Motora•

Obedece aos comandos
6
Localiza estímulos dolorosos
5
Retira  estímulos dolorosos
4
Reage com flexão anormal ( decorticação)
3
Reage com extensão anormal ( descerebração)
2
Sem resposta motora
1


E ainda, a Escala de Ramsay, que avalia o grau de sedação do paciente:





Avaliação Fisioterapêutica Neurológica



É sempre bom relembrar os passos da avaliação neurológica.. 

Vamos lá?!

 

1º) Anamnese


Estão incluídos os dados pessoais do paciente, história clínica, medicamentos, tratamentos já realizados, exames complementares, queixa principal e diagnóstico clínico.


2º) Exame Físico

Sinais vitais; ausculta pulmonar; inspeção - alterações neurovegetativas (edema, cianose, hiperemia, alterações de temperatura, escara); avaliação postural; palpação; avaliar os 12 pares de nervos cranianos; distúrbios associados à visão, audição, mental; funções corticais como agnosia (deterioração da capacidade para reconhecer ou identificar objetos, pessoas, sons e formas), apraxia (perda da habilidade para executar movimentos e gestos precisos que conduziriam a um dado objetivo, apesar do paciente ter a vontade e a habilidade física para os executar), linguagem (afasia - dificuldade em se expressar verbalmente e compreender o que está sendo dito); esquema corporal; avaliação do tônus muscular  que é o estado de tensão elástica (contração ligeira) que apresenta o músculo em repouso, e que lhe permite iniciar a contração rapidamente após o impulso dos centros nervosos (avaliar a ADM passiva e ativa); grau de força muscular (dividido em 5 graus); deformidades; encurtamento muscular; trofismo (volume de massa muscular existente); perimetria; avaliação da marcha/locomoção; avaliação sensorial (tato, dor, pressão,temperatura, cinestesia/propriocepção (capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo); discriminação de dois pontos; parestesias - sensações cutâneas (formigamentos, queimação, pontada, dor localizada, dormência; motricidade fina; reflexos (biciptal (C5), triciptal (C7), patelar (L4), aquileu (S1), cutâneo plantar/sinal de babinski, clônus -  uma série de contrações musculares involuntárias devido a um estiramento súbito); coordenação motora - dividido em 5 graus, (testes como o indez-nariz, index-dedo do terapeuta, oposição dos dedos, pronação-supinação, calcanhar-joelho, calcanhar sobre a canela; equilíbrio – dividido em 4 graus, (teste de romberg; de pé realizar flexão lateral de tronco, andar ao longo de uma linha reta, andar para trás, andar nos calcanhares, andar com o calcanhar de um pé à frente do hálux do outro pé, subir escadas); avaliar os movimentos involuntários; transferências e mobilidade/estabilidade nas posturas (decúbito dorsal para lateral e vice-versa, progressão em supino e prono, cadeira para cama e vice-versa); avaliar o grau de dependência do paciente nas suas AVD’s (alimentação, vestuário, higiene, controle esfincteriano).


E por fim, realizar o seu diagnóstico fisioterapêutico; objetivos e plano de tratamento.



Teste de Romberg: O examinador deve pedir para o paciente permanecer em pé com os pés juntos, mãos ao lado do corpo e olhos fechados por um minuto. O examinador deve permanecer perto do paciente por precaução, já que este pode cair ou se machucar. O teste é considerado positivo quando se observa o paciente balançar, balançar irregularmente ou mesmo cair. A característica principal a ser observada é que o paciente se torna mais instável com os olhos fechados.



É coisa hen!!

UFA!







terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A câimbra, ou cãibra!


Carnaval indo embora e suas marcas começando a aparecer. Quem ficou dolorido aí levanta mão! o/ Eu fiquei, meus pés então, foram os mais afetados!! haha
E é em homenagem as nossas sequelas do carnaval que hoje falaremos sobre câimbras.
Dolorosas, incômodas e em alguns casos paralisantes. A maioria das pessoas fica sem saber o que fazer no momento em que elas aparecem, por isso vamos explicar o que são essas benditas, e dar algumas dicas de como se livrar delas.



O que é a câimbra?
Trata-se de um espasmo ou contração involuntária de um ou mais músculos de uma vez, que pode durar de segundos a vários minutos e muito dolorosa. Atingem mais frequentemente as panturrilhas, músculos anteriores e posteriores da coxa, pés, mãos, pescoço e abdômen.



O que pode causar?
  • Atividades físicas vigorosas, podendo ocorrer durante ou após o esforço físico;
  • Desidratação;
  • Deficiência de vitaminas e substâncias como cálcio e magnésio no organismo;
  • Longos períodos de inatividade (permanecer muito tempo na mesma posição);
  • Gravidez;
  • Doenças neurológicas;
  • Insuficiência venosa e varizes nas pernas;
  • Hemodiálise;
  • Anemia;
  • Compressão de raízes nervosas;
  • Alterações metabólicas como diabetes, hipoglicemia, alcoolismo, entre outros;


Como prevenir?
Primeiramente mantendo-se bem hidratado, pois desta forma os músculos se contraem e relaxam com maior facilidade. Realizar alongamentos para aquecer e dar maior elasticidade na musculatura (como já ensinamos no quadro mico educativo). E sempre ter uma alimentação balanceada, rica em vitaminas e em outras substâncias importantes para um melhor funcionamento dos nossos músculos e do nosso organismo em geral.



O que fazer no momento em que ocorre?
Alongar o músculo e massagear a região afetada em movimentos circulares ajuda a promover o relaxamento. Além disso, você também pode tentar apoiar o peso sobre o membro afetado, quando ela estiver ocorrendo nos membros inferiores. Outra opção é aplicar calor no local ou aumentar a temperatura do músculo afetado (esfregando rapidamente as mãos sobre a região, por exemplo).

  • Vale lembrar que a câimbra é um episódio passageiro e desaparece espontaneamente depois de um tempo, portanto não existe a necessidade de tomar medicamentos como anti-inflamatórios e analgésicos durante as crises. Com um bom trabalho de prevenção você pode evitar essas benditas, fica a dica! ;)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Você sabe quais os objetivos da Fisioterapia na gestação?





Objetivos da Fisioterapia no pré-parto
• Aliviar as dores e desconfortos musculoesqueléticos durante a gestação;
• Preparar fisicamente a gestante para se adaptar as alterações biomecânicas e fisiológicas da gestação;
• Orientar exercícios respiratórios e de relaxamento para alívio da dor durante o parto;
• Prevenir disfunções no assoalho pélvico decorrentes da gestação e parto;
• Preparar as mamas para o aleitamento materno;
• Aliviar constipação intestinal;
• Fortalecer os membros superiores para suportar o peso do bebê;
• Realizar exercícios pélvicos para facilitar o parto natural;
• Orientar posicionamentos e posturas adequadas nas atividades diárias prevenindo sobrecargas indevidas na coluna e na pelve;
• Estimular a circulação linfática e sanguínea prevenindo a instalação de edemas.

Objetivos da Fisioterapia no pós-parto
• Auxiliar no retorno as condições físicas da pré-gestação;
• Reabilitar os músculos da coluna, abdome e assoalho pélvico;
• Estimular o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê;
• Aliviar as dores e desconfortos musculoesqueléticos pós-parto;
• Prevenção de fissuras, ingurgitamento mamário e mastite;
• Reeducação postural;
• Estimular o fortalecimento dos músculos de sustentação dos órgão pélvicos e urogenitais.

Terapias no pré- parto e pós -parto
• RPG;
• Pilates (adapatado);
• Bola terapêutica;
• Cinesioterapia pélvica;
• Drenagem linfática;
• Massagem relaxante;
• Ginástica Hipopressiva.

Quer ter uma gravidez tranquila e de qualidade? O profissional Fisioterapeuta pode lhe ajudar nisso. 




Quer algumas dicas de exercícios para realizar durante a sua gravidez? Confira o nosso vídeo clicando AQUI 

Até a próxima. :D

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Exercícios Durante a Gestação


A mulher passa por várias transformações nessa fase principalmente relacionadas a alterações hormonais e posturais devido ao aumento de peso gerado pelo crescimento do bebê e das mamas. Essas alterações ocorrem para compensar a mudança no centro de gravidade que o corpo assume e para se manter em equilíbrio, as bases ficam alargadas para uma melhor sustentação do corpo, assim a marcha se modifica, outros sistemas como respiratório e urinário, por exemplo, também sofrem alterações. O principal objetivo do fisioterapeuta nessa área é preparar, educar, adaptar e conscientizar a mulher, para proporcionar uma gestação saudável.


A intervenção Fisioterapêutica proporciona não só uma reeducação postural e do sistema músculo esquelético em si, como da função respiratória, intestinal, circulatória e musculatura específica do assoalho pélvico. Exemplos de como isso é visto em prática estão listados a seguir:
•As atividades de alongamento e relaxamento de vários segmentos musculares, orientações posturais e fortalecimento muscular, como por exemplo, de membros superiores serão necessários para que a mamãe carregue o bebê depois de nascido;
•Os exercícios respiratórios compreendendo a reeducação da respiração diafragmática também são importantes, na gestação há um aumento do consumo de oxigênio, pois, além da mãe, o oxigênio também é absorvido pelo bebê e devido o aumento uterino, o músculo diafragma fica pressionado dificultando a respiração, sendo normal que a gestante passe a respirar com predomínio torácico, do que abdominal;
•Para estimular o retorno venoso, os exercícios de membros inferiores são essenciais, além das drenagens posturais como repouso com os membros inferiores elevados e manobras de drenagem linfática manual;
          •Os músculos do assoalho tem a tendência de enfraquecer durante a gravidez por causa do efeito de hormônios, além da sobrecarga gerada pelo aumento de pressão abdominal. Este enfraquecimento pode trazer disfunções como a perda involuntária de urina. Durante a gestação o fisioterapeuta avalia o controle, a coordenação, o tônus, a força e a resistência dos músculos do assoalho pélvico e os reabilita de acordo com as deficiências apresentadas;
•A normalização da função intestinal pode ser realizada com exercícios de mobilização do intestino. Exercícios com mobilização da pelve podem ser feitos ainda no período gestacional. A deambulação precoce é importante para estimular o peristaltismo intestinal que neste período está diminuído;
•O encorajamento à prática de exercícios de forma regular também é importante e irá auxiliar em longo prazo a saúde da gestante, proporcionando aumentar a tonicidade muscular, a força e a resistência física e melhora a respiração, além de favorecer sua autoestima, mas lembrando de que a intensidade e frequência devem ser adequadas para cada gestante, respeitando o seu desempenho físico e o tempo de gestação.
E se você acha que para por aí, está enganado! Nós fisioterapeutas podemos fornecer informações preventivas importantes as gestantes, desde posturais até a forma de aleitamento materno, prevenindo queixas comuns durante e após a gravidez como as lombalgias e fissuras nos mamilos.
Alguns programas Fisioterapêuticos complementares indicados a gestantes: Hidroterapia, Pilates, Reeducação Postural (RPG).

►Texto escrito por Janaina Pieczarka

Confira o nosso vídeo sobre alguns exercícios básicos que você pode estar realizando em casa clicando AQUI

Até a próxima ;D

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Benefícios da Shantala: Massagem para Bebês



Você sabe o que é?

Bom, a Shantala é uma massagem terapêutica específica para bebês, muito antiga e descoberta pelo médico Francês Frederick Leboyer, em Kerala no Sul da Índia.
Essa técnica é transmitida de geração para geração (de mãe para filha), podendo essa massagem ser realizada do nascimento até os 2 anos de idade, pois proporciona a continuidade da relação do contato íntimo entre a mãe e o bebê, podendo o pai também estar participando deste momento único com seu filho, (não é uma massagem exclusivamente terapêutica, e nada impede que você a continue fazendo após os 2 anos de idade).


         Frederick estava andando pela rua quando avistou uma mulher sentada no chão massageando seu bebê.  Intrigado com a situação ele foi falar com ela. Seu nome era Shantala, e a mesma era paraplégica. O médico Francês achou aquela cena tão bonita e harmoniosa que pediu para fotografá-la e filmá-la. A moça então, autorizou e  ficou muito feliz com interesse do médico por algo que ela fazia com frequência e que na sua terra era considerado uma atividade de rotina em relação aos cuidados com os bebês. As fotos registradas por Frederick conseguiram captar todo o sentimento daquele momento, toda a beleza e amor que poderia existir entre mãe e filho. Frederick então, estudou melhor a técnica e divulgou no Ocidente.



Efeitos Fisiológicos da Shantala:

*    Muscular: Relaxa as fibras musculares;
*   Circulatório: Aumento do fluxo nos vasos e diminuição da pressão arterial e da frequência cardíaca;
*   Respiratório: Diminui a frequência respiratória e aumenta a expansibilidade da caixa torácica;
*    Digestivo: Normaliza a produção de suco gástrico, normaliza o peristaltismo e o fechamento da cárdia e do piloro;
* Sistema Nervoso: Normaliza o sistema nervoso autônomo – Simpático e parassimpático. Estimula a propriocepção, tranquiliza, diminuindo o medo, ansiedade e irritação.

Reações Psicofisiológicas

*    Pele: Eritemas, brotoejas;
*    Intestino: Defecação, liberação de gases;
*    Respiratórias: Liberação de secreções pulmonares;
*  Choro e Riso: Quando o Bebê ri ou chora, mas deixa (ou não) o Terapeuta continuar a Massagem;
*    Sono.

Condições para a Aplicação da Massagem

*    Ambiente: calmo;
*    Horário: fazer todos os dias sempre no mesmo horário
*    Duração: em média 45 minutos;
*    Idade: do nascimento até 2 anos;
*    Vestimentas: de preferência sem roupa e sem fralda;
*    Alimentação: intervalo de +/- 1 hora depois da refeição;
* Posicionamento: senta-se no chão, coloca-se um lençol sobre as pernas esticadas e o bebê encima;
* Concentração do Massageador: não tirar a atenção do Bebê, se preferir coloque uma música bem calma de fundo;
*    Força e Ritmo;
*    Seqüência;
*    Óleo: de preferência vegetal;
*    Banho: para finalizar.

Indicações

*    Distúrbios da fala e do sono;
*    Passividade, hiperatividade;
*    Irritação, tiques nervosos;
*    Distúrbios respiratórios;
*    Enurese noturna;
*    Autismo;
*    Cegueira, surdez;
*    Síndrome de Down;
*    Paralisia cerebral;
*    Atraso no desenvolvimento motor.

Contra – Indicações

*    Não aceitação do bebê;
*    Erupção, ulceração da pele;
*    Estados febris;
*    Em situações que há exacerbação do tônus patológico.

Protocolo

*    Iniciar pelo tórax e finalizar no rosto do bebê;
* Cada porção corporal é massageada com dois tipos de movimentos, com exceção do dorso e da face (três tipos de movimentos);
*    Repetir cada movimento 3 vezes;
*    Durante o Massageamento é importante que as mãos de quem está realizando a Massagem, estejam banhadas em óleo vegetal.

Sequência da Massagem

*    Tórax;
*    Membros Superiores;
*    Mãos;
*    Abdome;
*    Membros Inferiores;
*    Pés;
*    Região posterior do Tórax;
*    Face;
*    Finalizar com o Banho.

 Benefícios da Shantala
    
*    Desenvolver coordenação motora;
*    Tonificar e alongar a musculatura e articulações;
*    Ativar a circulação sanguínea;
*    Melhorar o funcionamento do aparelho digestivo;
*    Normalizar apetite;
*    Diminuir e evitar cólicas;
*    Promover relaxamento;
*    Diminuir o medo, ansiedade, irritação e angústia;
*    Melhorar a qualidade de vida do sono;
*    Proteger contra infecções;
*    Facilitar a respiração;
*    Promover equilíbrio e harmonia;
*    Aumentar a ligação afetiva entre a mãe e o bebê;
*   Ao massagear seu filho, a mãe passa-lhe momentos de paz, amor e ternura.

 Se você gostou nosso post, e ficou interessado em saber como é o passo-a-passo da massagem, deixe seu comentário. Quem sabe a gente não faz um vídeo para você mostrando hen?! ;D